sábado, 4 de junho de 2011

estou a fim de mim, a fim do eu. do auto conhecimento, das possibilidades de si, das possibilidades de mim. estou por aqui querendo mais eu mesma, com vontade do meu próprio corpo e da minha mente. desejando meu desejo, valorizando meu valor, me ocupando comigo, perdendo e ganhando o meu tempo pra mim. sem qualquer dor de cotovelo, solidão ou tristeza. 
"Muitas vezes prolongou a conversa além do tempo previsto e a deixou desviar para comentários de caráter doméstico. Pouco a pouco, no entanto, e à medida que a sua guerra ia se intensificando e estendendo, a sua imagem foi se apagando num universo de irrealidade. Os pontos e os traços de sua voz eram cada vez mais remotos e incertos, e se uniam e se combinaram para formar palavras que paulatinamente foram perdendo todo sentido" (Gabriel Gárcia Marquez, pp 158 - 159)
numa fase viciada total em Caetano, baixando discografia, lendo as letras, pseudo-biografias, vídeos e etc. Acho a vibe dele bem verão carioca para sentimentais passionais como eu. Um balança praiano, que combina com as manhãs frescas e o pôr-do-sol quente, e a chuva de fim de tarde do Rio de Janeiro, e as moçoilas de mini-vestidos e os rapazes descamisados... Combina com caipirinha, com frozen yogurt, água de coco, peixe frito e melancia. Com noitadas e madrugadas, com pirações e desconhecidos.
Tenho me aproximado de alguém especial, que apesar das condições tenho me sentido diferente e que a cada dia tem sido mais importante para mim. Engraçado como numa situação dessa. Espero pacientemente as coisas se acertarem e serem como devem ser, ou que o que for seja bom de alguma forma, mas sinto também que estou me envolvendo com alguém outra vez.  As coisa estão indo, e eu estou indo junto,  não sei aonde vou, mas estou indo.

diálogo

Ela: acho que estou enlouquecendo...
Ele: é, você deve se cuidar!
Ela: estou falando sério, estou ficando louca de verdade.
Ele: e o que você pretende fazer?
Ela: Disfarçar para que ninguém perceba.
Eu tenho planos e tenhos sonhos.
Ás vezes os confundo e me perco nos caminhos para atingi-los.
Fotos, viagens, decoração, Antropologia, música, moda, cinema, internet, leitura, escrita, criatividade...
Como juntar tudo isso?
O caminho está aqui, nesses posts meio aleatórios e sem nexo que publico.
Através das minhas palavras e fotografias vou tentar construir minha estrada.
Alcançar sonhos e concretizar planos.

Un Amour À L’intérieur De Paris

Nada como beijar em Paris. Nada como o amor em Paris. Nada como andar de mão dada em Paris.
france-paris-couple_~200113903-001Ele, via SMS: onde nos vamos encontrar hoje?
Ela: não sei… hmmm… que tal sermos completamente cliché e encontrarmo-nos na Torre Eiffel?
Ele: okay por mim.
Ela: 19H30, pilar Este.
Ele: lá estarei.
Ao sairmos de um café Parisiense bastante conhecido, dirigimo-nos para uma boca de metro. Eu tinha de voltar para o hotel de metro e ele tinha decidido andar a pé. Ao descer as escadas que me dirigiam ao subterrâneo, ele pegou-me no braço e beijou-me.  Acho que o tempo parou. Não me lembro se as pessoas continuavam a andar, falar, viver à minha/nossa volta. Acredito que tenha sido o melhor beijo que jamais recebi na vida. Que a cada toque e sorriso dele, ele transmitia-me algo de indubitavelmente mais forte. Que aquele beijo era bom demais para ser verdade e que já sabia, infelizmente, a saudade.

- Que se passa contigo?


- Vou beijar-te assim todos os dias que nos restarem até ir embora. Como se fosse o ultimo beijo que jamais te desse.

- Porquê?

- Porque talvez me fará sofrer menos quando fôr realmente o ultimo…

E foi o último…

2223733004_bd4dbf5970Há coisas em Paris que me encantam. Por vezes são apenas pequenos detalhes, mas even though, são esses os detalhes que fazem toda a diferença: vi as árvores perto da Place de la Concorde.Acredito que tudo na vida seja uma questão de fases. E tanto quanto isto me encanta menos hoje, sei que dentro de semana é a vida real que me vai apetecer o menos viver.Dei-me conta, sentada num café frente a Notre-Dame de Paris, o quanto a vida vale realmente a pena. Mesmo quando sabemos que há coisas por acontecer que nos vão magoar, temos de afrontar a vida tal como ela é.
Por aqui, deste lado de Paris, continua-se a viver a vida. E aos poucos vou contando.