sábado, 4 de junho de 2011

Um ex namorado um dia me disse que em 1 ano e pouco (na época) minha vida mudaria e muito, que faria coisas nunca feitas.

Mudei de casa, mudei de escola, terminei a escola, entrei na faculdade. Conheci os melhores amigos que alguém pode ter. E tive bons amigos também. Sai loucamente, perdi a virgindade, arrumei alguns namorados, paixões e um amor. Tomei meu segundo porre, aprendi a beber, desaprendi a beber. Experimentei sensações. Viajei para fora. Viajei para dentro. Fiz tantas viagens que demoro um tanto para lembrar de todas. Comi coisas novas. Fumei maconha. Trabalhei. Me perdi e me reencontrei. Inventei minha cor favorita. Fiz meu mapa astral. Me conheci. Arrumei meu cabelo. Criei hábitos. Jeitos. Li, muito. Escrevi, menos do que queria. Corri.  Parei, emagreci e engordei. Senti dor, frio, medo. Prazer, calor, vontade. Fui a shows. Conheci minha banda favorita, minhas bandas favoritas. Enfrentei filas. Andei. Dirigi sem saber. Passei. Reprovei. Gastei muito dinheiro. Ganhei muito dinheiro. Pedi empréstimo. Não perdi dinheiro. Dei um jeito. Errei. Escolhi. Conheci pessoas que estarão na minha vida para sempre e outras que só quero esquecer. Conheci pessoas que mudaram minha vida para sempre e outras que mudarão. Sofri. Fiz sofrer. Pensei. Desacreditei. Atravessei a ponte. Viciei. Cozinhei pra mim. Cozinhei pros outros. Cozinhei pro outro. Cozinhei pra ele. Cozinhei com elas. Desmaiei. Vomitei. Comprei livros e roupas. Fui a festas. Fui assaltada. Fui enganada. Fui longe. Fiquei só. Fiz muitas coisas, muito mais do que sou capaz de fazer e falar.

Posso dizer que o tempo voou. Não! Nada passa rápido demais quando se vive.

No meio de tantas saudades e de tantos sentimentos, é essa música que me faz acreditar no que para a maioria é impossível. Já dizia o poeta, pra mim o amor é como a vida: esquenta e esfria; aperta e afrouxa; sossega e depois desinquieta.


http://www.youtube.com/watch?v=IddVhytu5f8&feature=player_embedded



Às vezes olhavam-se. E sempre sorriam.
cada um com suas maluquices, cabeça e corpo estão por aqui para isso. e os meus sonhos me falam de coisas e me mostram coisas que eu nunca consegui ver. Sim, mente. Eu entendo a cegueira do lado esquerdo durante o sonho. A criança, a sujeira, o plano de saúde, o labirinto, o ser solitário, a manutenção térmica.
"Esse nosso adeus não vai durar, eu sei.  Já faz tanto tempo que nós dois (Nos amamos...). Tudo aconteceu, inútil te dizer, só agora eu compreendi e só me resta esperar... Por quem eu amo"  (Tim Maia)
Numa onda dessas ver Dali pulando corda é join us.


se fosse o que eu procurasse,
se fosse o que eu gostasse.

do profundo, da verdade

isso tudo, já teria encontrado
estou a fim de mim, a fim do eu. do auto conhecimento, das possibilidades de si, das possibilidades de mim. estou por aqui querendo mais eu mesma, com vontade do meu próprio corpo e da minha mente. desejando meu desejo, valorizando meu valor, me ocupando comigo, perdendo e ganhando o meu tempo pra mim. sem qualquer dor de cotovelo, solidão ou tristeza. 
"Muitas vezes prolongou a conversa além do tempo previsto e a deixou desviar para comentários de caráter doméstico. Pouco a pouco, no entanto, e à medida que a sua guerra ia se intensificando e estendendo, a sua imagem foi se apagando num universo de irrealidade. Os pontos e os traços de sua voz eram cada vez mais remotos e incertos, e se uniam e se combinaram para formar palavras que paulatinamente foram perdendo todo sentido" (Gabriel Gárcia Marquez, pp 158 - 159)
numa fase viciada total em Caetano, baixando discografia, lendo as letras, pseudo-biografias, vídeos e etc. Acho a vibe dele bem verão carioca para sentimentais passionais como eu. Um balança praiano, que combina com as manhãs frescas e o pôr-do-sol quente, e a chuva de fim de tarde do Rio de Janeiro, e as moçoilas de mini-vestidos e os rapazes descamisados... Combina com caipirinha, com frozen yogurt, água de coco, peixe frito e melancia. Com noitadas e madrugadas, com pirações e desconhecidos.
Tenho me aproximado de alguém especial, que apesar das condições tenho me sentido diferente e que a cada dia tem sido mais importante para mim. Engraçado como numa situação dessa. Espero pacientemente as coisas se acertarem e serem como devem ser, ou que o que for seja bom de alguma forma, mas sinto também que estou me envolvendo com alguém outra vez.  As coisa estão indo, e eu estou indo junto,  não sei aonde vou, mas estou indo.

diálogo

Ela: acho que estou enlouquecendo...
Ele: é, você deve se cuidar!
Ela: estou falando sério, estou ficando louca de verdade.
Ele: e o que você pretende fazer?
Ela: Disfarçar para que ninguém perceba.
Eu tenho planos e tenhos sonhos.
Ás vezes os confundo e me perco nos caminhos para atingi-los.
Fotos, viagens, decoração, Antropologia, música, moda, cinema, internet, leitura, escrita, criatividade...
Como juntar tudo isso?
O caminho está aqui, nesses posts meio aleatórios e sem nexo que publico.
Através das minhas palavras e fotografias vou tentar construir minha estrada.
Alcançar sonhos e concretizar planos.

Un Amour À L’intérieur De Paris

Nada como beijar em Paris. Nada como o amor em Paris. Nada como andar de mão dada em Paris.
france-paris-couple_~200113903-001Ele, via SMS: onde nos vamos encontrar hoje?
Ela: não sei… hmmm… que tal sermos completamente cliché e encontrarmo-nos na Torre Eiffel?
Ele: okay por mim.
Ela: 19H30, pilar Este.
Ele: lá estarei.
Ao sairmos de um café Parisiense bastante conhecido, dirigimo-nos para uma boca de metro. Eu tinha de voltar para o hotel de metro e ele tinha decidido andar a pé. Ao descer as escadas que me dirigiam ao subterrâneo, ele pegou-me no braço e beijou-me.  Acho que o tempo parou. Não me lembro se as pessoas continuavam a andar, falar, viver à minha/nossa volta. Acredito que tenha sido o melhor beijo que jamais recebi na vida. Que a cada toque e sorriso dele, ele transmitia-me algo de indubitavelmente mais forte. Que aquele beijo era bom demais para ser verdade e que já sabia, infelizmente, a saudade.

- Que se passa contigo?


- Vou beijar-te assim todos os dias que nos restarem até ir embora. Como se fosse o ultimo beijo que jamais te desse.

- Porquê?

- Porque talvez me fará sofrer menos quando fôr realmente o ultimo…

E foi o último…

2223733004_bd4dbf5970Há coisas em Paris que me encantam. Por vezes são apenas pequenos detalhes, mas even though, são esses os detalhes que fazem toda a diferença: vi as árvores perto da Place de la Concorde.Acredito que tudo na vida seja uma questão de fases. E tanto quanto isto me encanta menos hoje, sei que dentro de semana é a vida real que me vai apetecer o menos viver.Dei-me conta, sentada num café frente a Notre-Dame de Paris, o quanto a vida vale realmente a pena. Mesmo quando sabemos que há coisas por acontecer que nos vão magoar, temos de afrontar a vida tal como ela é.
Por aqui, deste lado de Paris, continua-se a viver a vida. E aos poucos vou contando.
Loving is a lose game! Sem saber o desenrolo, sem saber o próximo passo. Avançar e retornar casas, pensar em estratégias só jogar! Jogando mesmo sabendo que no final se vai perder.

liberdade

É como sentir brisa fresca, frio na barriga todos os dias! É estar radiante. É não ter tempo para fazer tudo que se deseja, é nem se importar muito com o tempo. É sonhar sem se preocupar com os planos. Sentir, querer, fazer. É não se preocupar com o que já não importa tanto.
pensando em não pensar, como eu gosto de estar!

mas, então.

Oh dúvida de ação. Não sei se vou, não sei se fico. Se radicalizo ou mantenho como está. Não sei se ouso, não sei se sou cautelosa. Não sei o que fazer. Ficar pensando muito nas consequências me deixa insegura. Parece que a vida está me dando sinais de o que devo fazer mas não sei se acredito de verdade em sinais, coincidências, ou coisas do tipo. No fundo quero romper com tudo, mas mais no fundo ainda quero manter tudo ainda mais... Parece até que sou uma pessoa indecisa na minha vida. Bobagem! Sempre fui muito certa das coisas que deveria fazer. Acho que vou me jogar, contar com a sorte e ver no que vai dar.

e essa minha arrogância

Já ouvi muitas vezes as pessoas dizerem que sou arrogante. Outro dia lendo a última edição da revista VIP - Segundo uma pessoa entrevistadas, as pessoas sempre a rotulam de arrogante mas ela, que faz terapia há anos, acredita que não é arrogância o seu defeito mas ser questionadora e inquieta e que isso, sabendo ser, é uma qualidade. É isso. Ás vezes o meu senso crítico pode ser interpretado como algo de alguém que sabe demais, que acha demais, que tem opiniões demais, que pensa demais e determinadas pessoas não aprenderam a conviver com isso, estão habituadas a se conformar com as coisas como são e ponto. E eu, que não sou assim, quando encontro pessoas que são, sou criticada. Já chorei, sofri, revoltei e achei que isso era um defeito meu, um problema que eu devia consertar mas entendi, pois também fiz anos de terapia, que sabendo lidar com essa minha habilidade de questionar o mundo poderia melhorar o meu mundo. Talvez seja esse um dos meus objetivos, melhorar o universo ao meu redor. Será?! Acho que isso é muita coisa, mas alguém que escolheu Ciências Sociais como graduação e Antropologia como carreira não parece ser alguém que se preocupa com determinados limites.
E essa minha arrogância pode ser só o jeito de demonstrar pro meu mundo que todo mundo pode fazer mais.

ainda chove

Quando venta muito e faz muito frio e as janelas ficam pipocadas de gotas, eu junto os papeis e rasgo para me manter quente. Eu pego blocos e blocos e anoto frases desconexas, i`m following, i`m following, i`m following you, coisas sobre visceras e poesia e redencão e reencontros – escritos inuteis. Junto nossos pedaços. Seguimo-nos de longe, observamo-nos de camarote, onde a visãé melhor pois o angulo é privilegiado e distante dos outros observadores.

Sensações

O amor em suas variadas formas atrai de um jeito louco, pelo menos a mim. Um segundo de paixão que estoura os ouvidos, não se ouve mais nada, não se quer mais nada. Momento amigo, champanhe e música boa. Solidão, filme e pipoca. Irmão, papel e caneta. O coração infla, muda o formato, ganha cor e uma dor tão voraz que chega a ser gostosa. Já me apaixonei por olhos profundos e brilhantes, castanhos mesmo, normais em cor e diferente no modo como vai da esquerda para a direita. Já me apaixonei por teorias, dessas que você sente como se estivesse saindo de dentro, compatíveis demais com suas crenças e convicções. Enlouqueci, certa vez, por um abraço. Era cem por cento, encaixava de maneira ímpar, não ímpar um três cinco, ímpar com nada igual, singular mesmo. Não dá pra guardar um olhar, um abraço, um momento. Por isso é tão estranho, dá vontade de gritar. Não um grito desesperado, talvez uma canção. Aquela coisa que brota na garganta e que é quase necessário colocar pra fora pra se respirar direito, algo como um sentimento bom. Uma loucura, um ápice de felicidade, tão efêmero quanto um piscar de olhos. Eu quero tocar. Eu quero o toque da minha alegria. No meio do bar, dançando com a mente perdida, de olhos fechados. Quero pegar esse momento e jogar dentro da minha bolsa Prada. E quando eu chegar a casa, pego, apalpo, abraço. Beijo meu momento de distração, discreta simpatia, sorriso entre os dentes. Supimpa. Chuva, duas amigas e roupas molhadas. Noite escura, grama bem verdinha (lembrança de quando era dia) e felicidade emplacada. Corríamos sós em meio a quinhentos metros quadrado. Mas eram tantos, tão grandes, que pareciam hectares. Corríamos soltas, livres, estrelas, a água, caímos, rolamos, nós, tripé, alicerces. Amizade do berço, antiga, nova a cada dia. E por que não posso colocar na gaveta e tirar de lá sempre que for ler meu livro, antes de dormir? O amor de amante, tocante, quieto, aconchegante. Os olhos se olham, os pensamentos se cruzam, as mãos de tocam. Vez ou outra, vozes se encontram, conversam, se beijam, sintonia implacável, incomparável. Não há mais nada além disso. E isso é tudo o que interessa quando se tem alguém ao lado. E olha que injustiça! Em duas horas, vai embora o momento, que se perde quando a porta se fecha e você fica sozinha. Cadê a explosão de sensações que eu não sei nem nomear e digo, então, que deve ser amor? Porque dizem que amor é forte, que é tão forte que não se doma nem se segura. Por isso eu chamo a felicidade em momentos inusitados de amor. E nem precisa, só eu entendo. É o que eu intitulo amor, o aperto nos músculos, a vontade de esquecer de todos os problemas. Mas cadê tudo isso agora, quando estou em frente ao computador, tudo escuro ao meu redor, todos dormindo? Cadê? Eu quero guardar tudo comigo. Eu quero tudo de todos os que me fazem levitar. Qual o gosto de um sorriso? Qual o som de um abraço? Qual a textura de uma voz? Qual o cheiro de um beijo? Quero todos os sentidos de tudo o que me faz sentir.

Invenções Da Vida

A gente inventa de que pode fazer tudo. Vai lá delineia caminhos que parecem espaços vagos onde se pode caminhar. Até o banho da realidade mostrar que o caminho na verdade são, no plural em sentido e significado, caminhos e que eles se cruzam e as linhas desses caminhos que pareciam retas na verdade são curvas diversas que se transpassam e perpassam e optar por uma delas é condição para se seguir. Ás vezes dá pra se voltar de hora em hora. Brincar de passear pelas ruas no meio do seu tempo vago preenchido de compromissos comprometidos com você. Então não sei, viro, desviro, dobro, desdobro as esquinas pra tentar estar em todos os lugares um pouco de cada vez. Compartilhar. Me partilhar. Me partir. Entre caminhos me sinto muito mais em partidas que em chegadas me percebo como não inteira naquilo que faço. Então que fiz? Brinquei de dançar apenas? Me dizem que não posso dançar todas as músicas na mesma hora. Preciso escolher uma de cada vez, ao seu tempo, não no meu tempo. Com meu tempo que me falta dentro do seu tempo. E que tempo? Onde está esse tal tempo para que nós possamos negociar minhas horas?

a música e o coração

A dificuldade que todos têm em compreender a eternidade é proporcional à necessidade de criá-la. Se pudéssemos comparar a extensão da nossa vida com as nossas lembranças, poderíamos comparar cada uma delas com um copo de areia em relação a toda areia que se estende pela borda da praia. Cada lembrança uma imanência, uma porção de areia, comparando-se a toda a faixa transcendente. O copo, a retenção, são as músicas que compõe nossa máquina metafísica de sentimentos, cognominada de “coração”, cuja força avassaladora só conhecemos quando dela temos que nos utilizar, sem nenhuma dose de utilitarismo e sim pela necessidade interior do nosso espírito.
Assim, cada música nos remete ao passado, às lembranças; nosso pequeno tele transporte que compõe tudo o que somos. Um amor adolescente, uma tristeza passada, uma época feliz ou triste. Talvez um lugar específico, ou um conjunto deles. Para cada um desses lugares do nosso coração a música nos leva. A imanência: a música, a lembrança; a transcendência: a vida. Transcendendo a vida, apenas a eternidade.

Saga


O mundo está em crise, apaixonados viram psicopatas, eleições agressivas, derrotas, perdas e separações mas o dia para mim está bom! Parece até que eu não estou nem aí para tudo isso. Ando no ônibus fazendo algo que eu habitualmente não fazia, olhar à janela. Ando na rua com meu fone no ouvido, cantando e quase dançando. Estou aprendendo a ser seletiva com meus programas de tv, minhas revistas e jornais, minhas roupas, meus sapatos e minhas bolsas, minhas palavras, só não o consigo ser com os meus pensamentos. Acho que estou numa fase sagatiba, buscando coisas eternas, coisas que irão mudar e melhorar minha vida de verdade. Dizer que estou me transformando em uma pessoa melhor é muito, mas posso dizer que estou indo atrás de uma melhora para mim, alcançando o que acredito ser o melhor para mim hoje. Uma busca para toda a vida, estou trançando meu caminho em uma busca eterna. Ás vezes acredito que a vida é só um caminho...


In seujorgedicionário - sa.ga.ti.ba, substantivo feminino:


"Saga quer dizer "em busca"
Tiba quer dizer "eterno"
Sagatiba: Eterna busca do valor mais puro.
Da pureza dos olhos de quando se ama.
Do calor, da beleza, do sonho puro.
Da delicadeza, do lado que beija.
Da leveza das mãos que te fazem carinho.
Do atleta que veste, que sua a camisa.
De uma mão que segura outra mão que precisa.
De uma vela que acende pra reza da noite.
De uma gentileza bonita que se faz aqui e ali nessa vida pro bem."


(Seu Jorge - Eterna Busca)

Tentando.

Estou tentando aprender a escrever, não essa coisa de juntar fonemas, sílabas, palavras, orações, frases e parágrafos mas sim juntar idéias, visões, emoções. Estou tentando aqui construir pensamentos, transmitir em palavras o que realizo em minha mente com imagens, sons e cheiros. Não, não hierarquizo formas de comunicar mas acredito que a maneira mais fácil hoje de compartilhar o que penso e sinto é através de palavras muito bem colocadas e encaixadas que juntas formam uma figura do que estou pensando e tentando transmitir.
Estou tentando aprender a ler, não ler historinhas de romance ou os livros de Agatha Christie que estão na minha estante. Esses já li e já me diverti muito. Estou tentando ler além, absorver e interpretar os escritos de alguém que pode estar muito próximo, ou muito longe de mim. Perto ou distante, espacialmente ou temporalmente. Não quero dizer com isso que as leituras superficiais sejam insuficientes ou menores, mas para o que eu busco hoje elas não bastam. Gosto de ler por prazer mas, faz parte da carreira que estou escolhendo e construindo, ler muito (bem) e direito é uma obrigação.