Já ouvi muitas vezes as pessoas dizerem que sou arrogante. Outro dia lendo a última edição da revista VIP - Segundo uma pessoa entrevistadas, as pessoas sempre a rotulam de arrogante mas ela, que faz terapia há anos, acredita que não é arrogância o seu defeito mas ser questionadora e inquieta e que isso, sabendo ser, é uma qualidade. É isso. Ás vezes o meu senso crítico pode ser interpretado como algo de alguém que sabe demais, que acha demais, que tem opiniões demais, que pensa demais e determinadas pessoas não aprenderam a conviver com isso, estão habituadas a se conformar com as coisas como são e ponto. E eu, que não sou assim, quando encontro pessoas que são, sou criticada. Já chorei, sofri, revoltei e achei que isso era um defeito meu, um problema que eu devia consertar mas entendi, pois também fiz anos de terapia, que sabendo lidar com essa minha habilidade de questionar o mundo poderia melhorar o meu mundo. Talvez seja esse um dos meus objetivos, melhorar o universo ao meu redor. Será?! Acho que isso é muita coisa, mas alguém que escolheu Ciências Sociais como graduação e Antropologia como carreira não parece ser alguém que se preocupa com determinados limites.
E essa minha arrogância pode ser só o jeito de demonstrar pro meu mundo que todo mundo pode fazer mais.