Eu aprendi que, com dois limões, dá pra fazer uma bela duma limonada. Daquelas azedas mesmo, pra descer rasgando guela baixo. Daquelas que a gente fecha o olho e faz até careta. Estou aprendendo que se deve aceitar muitas das coisas que não aprovamos, se não podemos modificá-las. Então, estou tentando fazer assim: Procurando não pensar.
O pensar muitas vezes, no dia, me angustia. E encho as mãos de trabalho. Cabeça ocupada não pensa besteira, já dizia minha vó. E, hoje, aprendi com a Adélia Prado outra coisa: ‘ … que se deve esperar biblicamente pela hora das coisas’. Então, espero. Às vezes, com uma pressa enorme, mas a fé nos meus passos é maior e mais bonita. Acredito no que é lindo, e assim, desse jeito, tudo ilumina. Meus dias têm se tornado preciosas peças de brilhante pensando assim. Únicos e verdadeiros. Porque as chaves que abrem a porta da esperança, sou eu que faço.