Com amor que eu quero sempre construir e manter as minhas relações. Que eu quero viver a vida. É com amor que eu quero passar o meu tempo. Um conjunto de histórias e essencias.Meus amigos são semi-irmãos; meus amores são intensos e meus dramas, mexicanos!Petite boîte de sentiments.Quando eu era criança, ficava imaginado como eu seria quando crescer, uma coisa vai ser certa, alta não vou ficar.
sábado, 4 de junho de 2011
Invenções Da Vida
A gente inventa de que pode fazer tudo. Vai lá delineia caminhos que parecem espaços vagos onde se pode caminhar. Até o banho da realidade mostrar que o caminho na verdade são, no plural em sentido e significado, caminhos e que eles se cruzam e as linhas desses caminhos que pareciam retas na verdade são curvas diversas que se transpassam e perpassam e optar por uma delas é condição para se seguir. Ás vezes dá pra se voltar de hora em hora. Brincar de passear pelas ruas no meio do seu tempo vago preenchido de compromissos comprometidos com você. Então não sei, viro, desviro, dobro, desdobro as esquinas pra tentar estar em todos os lugares um pouco de cada vez. Compartilhar. Me partilhar. Me partir. Entre caminhos me sinto muito mais em partidas que em chegadas me percebo como não inteira naquilo que faço. Então que fiz? Brinquei de dançar apenas? Me dizem que não posso dançar todas as músicas na mesma hora. Preciso escolher uma de cada vez, ao seu tempo, não no meu tempo. Com meu tempo que me falta dentro do seu tempo. E que tempo? Onde está esse tal tempo para que nós possamos negociar minhas horas?
a música e o coração
A dificuldade que todos têm em compreender a eternidade é proporcional à necessidade de criá-la. Se pudéssemos comparar a extensão da nossa vida com as nossas lembranças, poderíamos comparar cada uma delas com um copo de areia em relação a toda areia que se estende pela borda da praia. Cada lembrança uma imanência, uma porção de areia, comparando-se a toda a faixa transcendente. O copo, a retenção, são as músicas que compõe nossa máquina metafísica de sentimentos, cognominada de “coração”, cuja força avassaladora só conhecemos quando dela temos que nos utilizar, sem nenhuma dose de utilitarismo e sim pela necessidade interior do nosso espírito.Assim, cada música nos remete ao passado, às lembranças; nosso pequeno tele transporte que compõe tudo o que somos. Um amor adolescente, uma tristeza passada, uma época feliz ou triste. Talvez um lugar específico, ou um conjunto deles. Para cada um desses lugares do nosso coração a música nos leva. A imanência: a música, a lembrança; a transcendência: a vida. Transcendendo a vida, apenas a eternidade.
Saga
O mundo está em crise, apaixonados viram psicopatas, eleições agressivas, derrotas, perdas e separações mas o dia para mim está bom! Parece até que eu não estou nem aí para tudo isso. Ando no ônibus fazendo algo que eu habitualmente não fazia, olhar à janela. Ando na rua com meu fone no ouvido, cantando e quase dançando. Estou aprendendo a ser seletiva com meus programas de tv, minhas revistas e jornais, minhas roupas, meus sapatos e minhas bolsas, minhas palavras, só não o consigo ser com os meus pensamentos. Acho que estou numa fase sagatiba, buscando coisas eternas, coisas que irão mudar e melhorar minha vida de verdade. Dizer que estou me transformando em uma pessoa melhor é muito, mas posso dizer que estou indo atrás de uma melhora para mim, alcançando o que acredito ser o melhor para mim hoje. Uma busca para toda a vida, estou trançando meu caminho em uma busca eterna. Ás vezes acredito que a vida é só um caminho...
In seujorgedicionário - sa.ga.ti.ba, substantivo feminino:
"Saga quer dizer "em busca"
Tiba quer dizer "eterno"
Sagatiba: Eterna busca do valor mais puro.
Da pureza dos olhos de quando se ama.
Do calor, da beleza, do sonho puro.
Da delicadeza, do lado que beija.
Da leveza das mãos que te fazem carinho.
Do atleta que veste, que sua a camisa.
De uma mão que segura outra mão que precisa.
De uma vela que acende pra reza da noite.
De uma gentileza bonita que se faz aqui e ali nessa vida pro bem."
(Seu Jorge - Eterna Busca)
Tentando.
Estou tentando aprender a escrever, não essa coisa de juntar fonemas, sílabas, palavras, orações, frases e parágrafos mas sim juntar idéias, visões, emoções. Estou tentando aqui construir pensamentos, transmitir em palavras o que realizo em minha mente com imagens, sons e cheiros. Não, não hierarquizo formas de comunicar mas acredito que a maneira mais fácil hoje de compartilhar o que penso e sinto é através de palavras muito bem colocadas e encaixadas que juntas formam uma figura do que estou pensando e tentando transmitir.
Estou tentando aprender a ler, não ler historinhas de romance ou os livros de Agatha Christie que estão na minha estante. Esses já li e já me diverti muito. Estou tentando ler além, absorver e interpretar os escritos de alguém que pode estar muito próximo, ou muito longe de mim. Perto ou distante, espacialmente ou temporalmente. Não quero dizer com isso que as leituras superficiais sejam insuficientes ou menores, mas para o que eu busco hoje elas não bastam. Gosto de ler por prazer mas, faz parte da carreira que estou escolhendo e construindo, ler muito (bem) e direito é uma obrigação.
Estou tentando aprender a ler, não ler historinhas de romance ou os livros de Agatha Christie que estão na minha estante. Esses já li e já me diverti muito. Estou tentando ler além, absorver e interpretar os escritos de alguém que pode estar muito próximo, ou muito longe de mim. Perto ou distante, espacialmente ou temporalmente. Não quero dizer com isso que as leituras superficiais sejam insuficientes ou menores, mas para o que eu busco hoje elas não bastam. Gosto de ler por prazer mas, faz parte da carreira que estou escolhendo e construindo, ler muito (bem) e direito é uma obrigação.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
nada em vão.
Caminhos ladrilhados de escolhas.
Pegue o mais bonito e siga até o fim.
Porque os passos da gente se faz é no andar.
Hoje as dores são demais para nós, sonhadores, que tivemos nossos sonhos amputados. Sonhos encardidos com a força do tempo. Tento olhar para trás e me imaginar criança com os olhos de agora. Tanta inocência, tanto afeto que abraçava com as duas mãos. Agora, um baú de esgotamento, que luta todo santo dia pra manter a chama acesa, bem dentro, bem forte.
Às vezes, um punhado de horas por dia, me bate no peito a voz da desistência, que me ameaça com a cara mais pálida que há no mundo, me dizendo coisas absurdas, mas que me são tão mais fáceis e acessíveis. - Desista - ela diz. Às vezes eu retruco, brigo com ela. Outras tantas, sou eu quem chora baixinho.
Nó no peito, sorriso apertado, o tempo passando feito um monte de areia escorrendo na palma da mão e, você estancado, em cima do muro, com medo de dar o passo.
Mas como nesse terreno da vida o que vale é o que a gente planta nele, do nada, surge uma penca de girassóis e aponta um céu. Um céu de escolhas felizes e tão mais claras. Esses girassóis costumam chegar quando você menos espera. Mas você sabe o momento em que eles chegam pelo cheiro de carinho no ar.
Cheiro de abraço de amigo, colo de mãe. Cheiro de bolo saindo do forno e passeio de domingo no parque. São nessas horas que você percebe que Deus não desiste nunca. E que ele sempre prepara surpresas risonhas pros nossos caminhos. Mas pra você recebê-las terá de ter um coração aberto e tranquilo. Por isso, quando chegar a hora de dormir, não esqueça de acender a vela da fé, aquela que mora no coração e que acende a alma. A única vela que nos mostra o rumo.
Querências
No peito um ritmo de samba, atabaque, pandeiro. Coração é terra que ninguém vê. Onde o que se planta, nasce. Nasce muita planta bonita. Erva daninha também dá. Mas hoje eu posso escolher o que eu quero pra mim. Quero rosas amarelas, begônias e miosótis - a flor da lembrança. Quero sol, quero mar, quero tudo o que me ponha pra cima e além. Quero festa cercada de gente sorrindo, quero abraço de amigo, colo pra deitar. Quero a proteção de São Jorge. Quero amor limpinho, gavetas arrumadas, sentimentos perfumados. Quero luz, muita luz pra poder sorrir a qualquer hora do dia e não deixar nada atravancar o caminho. Quero ser dona dos meus passos e senhora do meu destino.
Porque com o tempo você aprende a se revestir com camadas de coragem que o impede de ver pequeno. De ver ruim. Com o tempo você aprende que as coisas não te ferem mais como antigamente, porque é dentro de você que as coisas permanecem intactas e bonitas. Com o tempo você aprende que às vezes não compensa gastar tempo se doando por inteiro pra uma pessoa que não sabe se dar.
Porque com o tempo você aprende a se revestir com camadas de coragem que o impede de ver pequeno. De ver ruim. Com o tempo você aprende que as coisas não te ferem mais como antigamente, porque é dentro de você que as coisas permanecem intactas e bonitas. Com o tempo você aprende que às vezes não compensa gastar tempo se doando por inteiro pra uma pessoa que não sabe se dar.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Além das percepções, da inteligência sensível
O Homem sem dúvida é uma criatura que julga e dá valor às coisas: para mais ou para menos. Em tudo deve constar uma balança, inferindo poder, fraqueza, valor, desdém, cultura, ignorância, nobreza, ignomínia. O leopardo fustigando tocas, correndo pelos prados, acha a lebre e, se lança em sua direção enquanto sua presa, sentindo a adrenalina envolvê-la e a todos os seus membros, arremete-se em desesperada tentativa de fuga: uma luta que de ambas as partes a recompensa é permanecer vivo. Para o Leopardo, é a lebre a mitigar sua fome, para a lebre, sobreviver. Nossas percepções sensíveis sempre apontam para a escala da força do poder, mas, que seria do Leopardo se não houvesse sua presa, animal mais fraco, substrato dos seus objetivos?
Qual seria a maior virtude? O leopardo que caça ou a lebre caçada? A lebre é a doação dadivosa, a presa abocanhada, sustentando com a fibra da sua substância o interior do leopardo, e este, devora o adorável adversário, para não se tornar presa do seu próprio estômago, o inimigo interior que lhe exige, inexoravelmente, alimento.
Em ambos os lados há sempre virtude que o homem, este ser que resguarda seu lado primitivo selvagem, não consegue ver, pois para ele deverá sempre haver um vencedor e um perdedor quando, na verdade doar-se constitui também uma vitória: a de se ser necessário; fato além das percepções da inteligência sensível, mas do juízo dos valores.
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