sábado, 4 de junho de 2011

Loving is a lose game! Sem saber o desenrolo, sem saber o próximo passo. Avançar e retornar casas, pensar em estratégias só jogar! Jogando mesmo sabendo que no final se vai perder.

liberdade

É como sentir brisa fresca, frio na barriga todos os dias! É estar radiante. É não ter tempo para fazer tudo que se deseja, é nem se importar muito com o tempo. É sonhar sem se preocupar com os planos. Sentir, querer, fazer. É não se preocupar com o que já não importa tanto.
pensando em não pensar, como eu gosto de estar!

mas, então.

Oh dúvida de ação. Não sei se vou, não sei se fico. Se radicalizo ou mantenho como está. Não sei se ouso, não sei se sou cautelosa. Não sei o que fazer. Ficar pensando muito nas consequências me deixa insegura. Parece que a vida está me dando sinais de o que devo fazer mas não sei se acredito de verdade em sinais, coincidências, ou coisas do tipo. No fundo quero romper com tudo, mas mais no fundo ainda quero manter tudo ainda mais... Parece até que sou uma pessoa indecisa na minha vida. Bobagem! Sempre fui muito certa das coisas que deveria fazer. Acho que vou me jogar, contar com a sorte e ver no que vai dar.

e essa minha arrogância

Já ouvi muitas vezes as pessoas dizerem que sou arrogante. Outro dia lendo a última edição da revista VIP - Segundo uma pessoa entrevistadas, as pessoas sempre a rotulam de arrogante mas ela, que faz terapia há anos, acredita que não é arrogância o seu defeito mas ser questionadora e inquieta e que isso, sabendo ser, é uma qualidade. É isso. Ás vezes o meu senso crítico pode ser interpretado como algo de alguém que sabe demais, que acha demais, que tem opiniões demais, que pensa demais e determinadas pessoas não aprenderam a conviver com isso, estão habituadas a se conformar com as coisas como são e ponto. E eu, que não sou assim, quando encontro pessoas que são, sou criticada. Já chorei, sofri, revoltei e achei que isso era um defeito meu, um problema que eu devia consertar mas entendi, pois também fiz anos de terapia, que sabendo lidar com essa minha habilidade de questionar o mundo poderia melhorar o meu mundo. Talvez seja esse um dos meus objetivos, melhorar o universo ao meu redor. Será?! Acho que isso é muita coisa, mas alguém que escolheu Ciências Sociais como graduação e Antropologia como carreira não parece ser alguém que se preocupa com determinados limites.
E essa minha arrogância pode ser só o jeito de demonstrar pro meu mundo que todo mundo pode fazer mais.

ainda chove

Quando venta muito e faz muito frio e as janelas ficam pipocadas de gotas, eu junto os papeis e rasgo para me manter quente. Eu pego blocos e blocos e anoto frases desconexas, i`m following, i`m following, i`m following you, coisas sobre visceras e poesia e redencão e reencontros – escritos inuteis. Junto nossos pedaços. Seguimo-nos de longe, observamo-nos de camarote, onde a visãé melhor pois o angulo é privilegiado e distante dos outros observadores.

Sensações

O amor em suas variadas formas atrai de um jeito louco, pelo menos a mim. Um segundo de paixão que estoura os ouvidos, não se ouve mais nada, não se quer mais nada. Momento amigo, champanhe e música boa. Solidão, filme e pipoca. Irmão, papel e caneta. O coração infla, muda o formato, ganha cor e uma dor tão voraz que chega a ser gostosa. Já me apaixonei por olhos profundos e brilhantes, castanhos mesmo, normais em cor e diferente no modo como vai da esquerda para a direita. Já me apaixonei por teorias, dessas que você sente como se estivesse saindo de dentro, compatíveis demais com suas crenças e convicções. Enlouqueci, certa vez, por um abraço. Era cem por cento, encaixava de maneira ímpar, não ímpar um três cinco, ímpar com nada igual, singular mesmo. Não dá pra guardar um olhar, um abraço, um momento. Por isso é tão estranho, dá vontade de gritar. Não um grito desesperado, talvez uma canção. Aquela coisa que brota na garganta e que é quase necessário colocar pra fora pra se respirar direito, algo como um sentimento bom. Uma loucura, um ápice de felicidade, tão efêmero quanto um piscar de olhos. Eu quero tocar. Eu quero o toque da minha alegria. No meio do bar, dançando com a mente perdida, de olhos fechados. Quero pegar esse momento e jogar dentro da minha bolsa Prada. E quando eu chegar a casa, pego, apalpo, abraço. Beijo meu momento de distração, discreta simpatia, sorriso entre os dentes. Supimpa. Chuva, duas amigas e roupas molhadas. Noite escura, grama bem verdinha (lembrança de quando era dia) e felicidade emplacada. Corríamos sós em meio a quinhentos metros quadrado. Mas eram tantos, tão grandes, que pareciam hectares. Corríamos soltas, livres, estrelas, a água, caímos, rolamos, nós, tripé, alicerces. Amizade do berço, antiga, nova a cada dia. E por que não posso colocar na gaveta e tirar de lá sempre que for ler meu livro, antes de dormir? O amor de amante, tocante, quieto, aconchegante. Os olhos se olham, os pensamentos se cruzam, as mãos de tocam. Vez ou outra, vozes se encontram, conversam, se beijam, sintonia implacável, incomparável. Não há mais nada além disso. E isso é tudo o que interessa quando se tem alguém ao lado. E olha que injustiça! Em duas horas, vai embora o momento, que se perde quando a porta se fecha e você fica sozinha. Cadê a explosão de sensações que eu não sei nem nomear e digo, então, que deve ser amor? Porque dizem que amor é forte, que é tão forte que não se doma nem se segura. Por isso eu chamo a felicidade em momentos inusitados de amor. E nem precisa, só eu entendo. É o que eu intitulo amor, o aperto nos músculos, a vontade de esquecer de todos os problemas. Mas cadê tudo isso agora, quando estou em frente ao computador, tudo escuro ao meu redor, todos dormindo? Cadê? Eu quero guardar tudo comigo. Eu quero tudo de todos os que me fazem levitar. Qual o gosto de um sorriso? Qual o som de um abraço? Qual a textura de uma voz? Qual o cheiro de um beijo? Quero todos os sentidos de tudo o que me faz sentir.